Medo pode agravar problemas bucais

Por: APCD Mogi das Cruzes

Técnicas auxiliam no atendimento de pacientes com odontofobia

O simples som do inconfundível ‘motorzinho de dentista’ pode desencadear em alguns pacientes taquicardia, tremores e sensação de desmaio. A odontofobia, popularmente conhecida como medo de dentista, atinge parte dos brasileiros. O transtorno pode fazer com que muitas pessoas adiem ou até evitem idas às consultas, o que gera ou agrava problemas odontológicos. De acordo com a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas Regional Mogi das Cruzes (APCD RMC), atualmente técnicas e procedimentos têm ajudado no atendimento dos pacientes que apresentam o quadro.

O problema atinge pessoas de todas as idades, e algumas vezes, tem sua origem ainda na infância. Se para parte das pessoas a ida às consultas com o dentista são apenas um compromisso de rotina, para outras, o simples fato de ver os equipamentos odontológicos pode elevar a pressão, causar hiperventilação e, em alguns casos, até mesmo crises de choro. “Temos dois tipos de pacientes, aquele que sofre com a ansiedade de ir ao dentista e, neste caso, tem uma sensação de desconforto no momento da consulta. Já o segundo grupo apresenta odontofobia, que é um medo intenso”, explica a vice-presidente da APCD RMC, Roberta Suely Siqueira da Silva Spinosa.

Segundo a dirigente, os cirurgiões-dentistas são profissionais capazes de identificar a fobia ou desconforto sentido pelos pacientes. “Hoje existem técnicas e procedimentos que ajudam os pacientes. Uma delas, é a hipnose, em especial a ‘Rapport’, que se baseia na criação de uma ligação de confiança e empatia entre o dentista e o paciente. Outras medidas que podem auxiliar nesse processo são músicas relaxantes, exercícios de respiração e meditação, além da acupuntura, uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Por isso, é importante que o cirurgião-dentista esteja em constante aperfeiçoamento”, esclareceu.

Medicamentos prescritos e administrados pelos cirurgiões-dentistas são alternativas para os tratamentos. “Podem ser utilizados medicamentos da classe de ansiolíticos, sejam fitoterápicos ou controlados, eles ajudam no relaxamento do paciente. O cirurgião-dentista pode usar ainda, a sedação consciente com óxido nitroso ou também medicação sedativa endovenosa, que nesse caso deve ser acompanhada por um médico anestesista para melhor suporte ao paciente”, pontuou Roberta.

A vice-presidente destacou a importância de se identificar e tratar a odontofobia, já que o transtorno faz com que muitas pessoas evitem as consultas, o que pode causar ou agravar problemas bucais, já que o acompanhamento tem é preventivo.

 

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